Compartilhar no facebook
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

Consciência de si mesmo

Um mal-entendido comum quando se fala em inteligência emocional é reduzir o
significado dessa competência à facilidade para relacionamentos interpessoais. Como se
bastasse ser sociável, sensível às necessidades alheias e capaz de acalmar os ânimos
quando todos os demais estão nervosos.
A inteligência emocional vai muito além disso, explicam Daniel Goleman, autor de
inúmeros best-sellers sobre o tema, e Richard Boyatzis, professor de psicologia da Case
Western Reserve University, em artigo para o site da Harvard Business Review.
Não basta ser simpático, calmo e gentil: é preciso ter autoconhecimento, capacidade
de dar feedbacks difíceis, facilidade para mediar conflitos e otimismo na hora de
enfrentar adversidades, entre muitas outras características.
Ao cabo de 30 anos de estudos sobre o assunto, os especialistas chegaram a um resumo
com 4 habilidades essenciais que compõem esse tipo de inteligência. “Ter uma
combinação balanceada dessas capacidades específicas faz com que um líder esteja
preparado para grandes desafios”, escrevem eles. São estas, descritas também no site
oficial de Goleman:
1. Consciência de si mesmo
Descreve a capacidade de conhecer suas próprias emoções. Faça o teste: tente escrever
numa folha de papel, com a maior quantidade possível de detalhes, o que você sentiu
em um momento difícil da sua carreira. Quanto mais específicas, ricas e precisas forem
as suas palavras, maior o seu autoconhecimento provavelmente é. Compreender as suas

emoções mais íntimas é fundamental para usá-las ao seu favor. Ter consciência de si
mesmo também significa saber quais são os seus limites e ter autoconfiança sobre os
seus pontos fortes.
2. Gestão de si mesmo
Aqui estão presentes quatro habilidades: autocontrole emocional, capacidade de
adaptação, orientação para os resultados e otimismo. Essas capacidades são essenciais
para não se desesperar diante de situações adversas e manter o foco no trabalho, com a
convicção de que tudo acabará bem. Quem tem essas competência não reage por
impulso e consegue lidar mais facilmente com a mudança.
3. Consciência social
Ser dotado desta competência significa ter consciência organizacional, isto é, a aptidão
de ler o estado emocional de um grupo e suas relações de poder. Outro componente
deste pilar é a empatia, que descreve a capacidade de compreender os sentimentos e
perspectivas das outras pessoas e colocar-se no lugar delas. Tudo isso ajuda a prever
situações de conflito e se antecipar aos seus efeitos.
4. Gestão de relacionamentos
Aqui, estão incluídas as seguintes capacidades: influência, mentoria, administração de
conflitos, trabalho em equipe e liderança inspiradora. Em resumo, descreve a
capacidade de induzir atitudes desejáveis em outras pessoas. Pessoas com facilidade
para gerir relacionamentos sabem como desenvolver seus liderados, dar feedbacks
negativos, criar grupos de trabalho motivados, vencer negociações e dissolver mal-
entendidos.
Descritos os pilares da inteligência emocional, fica clara a enorme distância desse
conceito para a mera “simpatia”, afirmam Goleman e Boyatzis.
Imagine, por exemplo, que você tem um subordinado com uma personalidade ácida e
quase agressiva.
O que um chefe simpático faria? Provavelmente conversaria com ele sempre “com
jeito” e tentaria evitar conflitos a qualquer custo. Não haveria situações desconfortáveis,
mas o problema continuaria latente.
Já um gestor com inteligência emocional usaria suas habilidades de autocontrole para
conversar com esse funcionário sem deixar o nervosismo atrapalhar. Além disso,
empregaria sua capacidade de influência e persuasão para dar um feedback negativo
sobre sua postura e convencê-lo a mudar.

Você não precisa ter todas essas aptidões plenamente desenvolvidas para ser um bom
líder: basta ter um pouco de cada uma, de forma equilibrada, dizem Goleman e
Boyatzis.
Uma leitura atenta dos 4 pilares da inteligência emocional ajudará você a identificar
quais são as suas lacunas e trabalhar para preenchê-las. Os especialistas também
recomendam avaliações do tipo “360 graus”, que combinam as suas percepções sobre si
mesmo com o olhar dos seus chefes, colegas e subordinados.
O olhar externo é extremamente útil para ter um quadro mais exato do seu nível de
inteligência emocional, até mesmo para o pilar “Consciência de si mesmo” —  afinal,
como você poderia ser autoconsciente de que não é autoconsciente?
“Busque uma dimensão das suas forças e fraquezas pedindo comentários de pessoas que
trabalham com você”, recomendam Goleman e Boyatzis. “Quanto mais gente
responder, mais preciso será o retrato final”.
( FONTE: REVISTA EXAME – Claudia Gasparini)

Gostou deste artigo ?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gostaria de Receber notificações dos nossos Posts ?

Assine nossa Newsletter

Veja outros artigos do nosso site

Alguma dúvida? Fale Conosco